Pequena Lô: "Entendam: pessoas PcD também bebem, saem e vivem uma vida normal"
A humorista e psicóloga bate um papo com Angélica sobre o prazer de fazer os outros sorrirem ao mesmo tempo em que conscientiza sobre a vida com deficiência

Que o humor é uma ferramenta poderosa, isso ninguém discute. Mas no caso de quem já sofreu com as risadas alheias, viver disso é mais que sucesso, é a volta por cima. A humorista, psicóloga e influenciadora Lorrane Silva, a Pequena Lô, personifica isso muito bem, mostrando de um jeito hilário o cotidiano de uma pessoa com deficiência (PcD). E é ela que conversa com a Angélica esta semana.
https://www.youtube.com/watch?v=GiM3FkzTPWE
Pequena Lô conta que gosta de fazer piadas desde criança. "Sempre senti prazer em fazer as pessoas sorrirem", conta. Para ela, todo mundo passa por dificuldades, mas com humor a vida fica mais leve. E se, na frente das câmeras, a influenciadora já provoca muitas risadas, por trás garante que é ainda mais divertida. "É um trabalho, então a gente faz com pressão e responsabilidade, então atrapalha um pouco."
O curso de psicologia foi fundamental para entender que o humor era uma forma que ela tinha de se comunicar e que poderia se tornar uma carreira também. "Eu fui me conhecendo melhor, o que ajudou a fortalecer meu gosto pela graça e me fez parar para pensar sobre como eu poderia espalhar isso pelo mundo", conta.
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Como, desde o começo faz vídeos que não falavam diretamente sobre ser PcD, mas que o tema acabava ali inserido, afinal é quem ela é, Lorrane não enxerga uma cobrança para que aborde mais o tema. "Primeiro que sou eu ali atuando, de muleta ou de motinha, e são situações que todo mundo consegue se identificar, pessoas com deficiência ou não", avalia. O problema na verdade são os comentários capacitistas que costuma receber nas redes sociais – o que vem diminuindo com o tempo, agora que existem mais referências de pessoas PcD ocupando espaços na mídia.
"Os haters não vão parar tão cedo. Quanto mais você é vista, mais eles aparecem para te atacar. Mas é o que eu digo: é a minoria. A maioria gosta do meu trabalho", comenta. Seus pais foram um grande alicerce na construção da sua autoestima, o que ajuda a driblar quem gosta de atacar. "Eles nunca tiveram vergonha de sair comigo para lugares públicos, nem de mostrar que tudo bem eu ter uma condição física diferente", conta.
O estranhamento vem dos outros, que não esperam que uma pessoa PcD beije, beba álcool e viva uma vida como qualquer outro – o que Lô faz questão de mostrar. "Eles também se assustam quando veem que a gente se ama do jeito que a gente é", diz.





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